CARREGANDO

Escreva para buscar

Mães e pesquisadoras, elas lutam por igualdade

Letícia Costa
Com.

Muitas mudanças acontecem com a chegada de um bebê principalmente para a mãe, que nos primeiros meses precisa dispensar dedicação exclusiva à criança. Após este período, mesmo voltando às atividades regulares, a vida pessoal e profissional da mãe nunca mais volta a ser a mesma. Em especial, as mães que são também pesquisadores acadêmicas enfrentam uma dinâmica singular que não é vista, publicada, nem levada em consideração em entrevistas para bolsas de estudo, emprego, ou pela sociedade.

Para falarmos desse assunto, nada melhor que ler mulheres que pesquisam e dissertam sobre o tema. O artigo Maternidade, trabalho e formação: lidando com a necessidade de deixar os filhos, publicado da revista Construção psicopedagógica em 2012, mostra o quão delicado e necessário é o assunto. Segundo a pesquisa, as mulheres se vêem “encurraladas entre aspectos de sua subjetividade… vemos fortes oposições entre necessidade de realização pessoal, aquilo que é socialmene aceito ou adequado e a crescente necessiade de formação acadêmica”. Outro ponto levantado é a constante busca por melhores condições socioeconômicas.

O resultado de pesquisas como esta acima citada e reinvidicações de mulheres, fizeram com que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq), responsável pelo currículo Lattes – sistema oficial de informações da áres acadêmca no Brasil, anunciasse a inclusão dos períodos de licença maternidade a paternidade no sistema. A intenção de justficar a evidente queda de produtividade veio da necessidade por igualdade. O tempo de ausência das mães por vezes deixa o currículo das mulheres durante certo período mais “fraco” que os currículos os homens.

Enquanto o CNPq não atualiza a plataforma para a inclusão da licença, mulheres começaram a adicionar em seus currículos especificando a maternidade. A pesquisadora Pâmela Billing Mello Carpes escreveu ao final de suas atuações “Mãe de um filho de 14 anos, é atuante na causa das mulheres na ciência”.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *